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Mudança de hora em França: o que muda na noite de 28 para 29 de março 2026

Pessoa a espreguiçar-se na cama com uma manhã ensolarada através da janela e uma mesa com despertador e chá.

A mudança de hora está mesmo a chegar.

Em França, a mudança de hora acontece duas vezes por ano e levanta quase sempre a mesma dúvida: “Dorme-se mais uma hora ou menos uma hora?”.

Com a aproximação da passagem para a hora de inverno prevista na noite de sábado 28 para domingo 29 de março 2026, convém lembrar que os relógios terão de ser adiantados uma hora. Ou seja, quando forem 2:00, na realidade já serão 3:00 - o que significa menos uma hora de sono. É uma má notícia para quem gosta de dormir até mais tarde, embora seja compensada por mais tempo de luz ao fim do dia. Para quem usa smartphone ou smartwatch, há um alívio: por norma, a mudança é feita automaticamente, por predefinição.

Quando acontece a mudança de hora em França em março 2026?

A alteração está marcada para a madrugada de 28 para 29 de março 2026. Na prática, a transição faz-se ao adiantar o relógio: às 2:00 passa a ser 3:00. Isto encurta a noite e “tira” uma hora de descanso.

Uma hora de sono a mais

O sistema de mudança de hora foi adoptado em França após o choque petrolífero de 1973-1974, com um propósito inicial claro: poupar energia. Ao alinhar melhor as horas de luz solar com as actividades do dia-a-dia, pretendia-se baixar o consumo de electricidade - que, nessa época, era produzida sobretudo a partir do petróleo. Desde 1998, as datas passaram a estar harmonizadas ao nível europeu. Ainda assim, os hábitos de consumo energético mudaram desde as décadas de 70 e 80 e este sistema tem sido cada vez mais contestado.

Impacto energético e efeitos na saúde

As críticas ao regime de mudança de hora centram-se sobretudo na sua reduzida eficácia energética actualmente e nos efeitos negativos para a saúde. Existem estudos que associam esta prática a alterações do sono, oscilações de humor e até a um aumento de incidentes cardiovasculares. Crianças e pessoas idosas tendem a ser mais sensíveis, porque o seu ritmo biológico é mais rígido.

Em 2018, a Comissão Europeia promoveu uma consulta pública que mostrou que 84% dos participantes eram a favor do fim da mudança de hora. Depois disso, os eurodeputados votaram a favor da sua abolição em março de 2019. No entanto, a aplicação dessa decisão foi adiada, em particular devido à crise da Covid-19, e deixou de estar, neste momento, no centro da agenda. No fundo, a discussão está longe de estar fechada e é provável que ainda sejam necessários muitos anos até existir uma decisão final sobre um tema que continua a dividir muitos cidadãos europeus.

Da vossa parte, são mais a favor da hora de verão ou da hora de inverno? Partilhem a vossa opinião nos comentários.


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