Uma equipa de investigação dos EUA mediu, em câmara acelerada, todo o ciclo de vida de um pequeno peixe. A partir de milhares de milhões de fotogramas de vídeo, surgiu um retrato desconcertantemente preciso: padrões de comportamento do dia a dia parecem sinalizar quanta vida ainda resta a um organismo. O que soa a ficção científica poderá, um dia, tornar-se viável também em humanos, recorrendo a dados de trackers de fitness.
Um peixe que envelhece em meses como nós em décadas
A figura central do trabalho é o killifish turquesa, originário de África. Vive apenas quatro a oito meses e é considerado um vertebrado com uma esperança de vida extremamente curta, apesar de ter um cérebro relativamente complexo. Para quem estuda o envelhecimento, isto é ideal: permite observar uma vida inteira sem ter de esperar décadas.
Observação contínua na Universidade de Stanford
Uma equipa na Universidade de Stanford filmou 81 destes peixes, sem interrupções, durante vários meses - da juventude até à morte. Cada deslocação, cada período de imobilidade e cada movimento brusco da barbatana caudal foi registado no conjunto de dados. No final, havia milhares de milhões de imagens de vídeo prontas para serem analisadas.
Algoritmos e cerca de 100 padrões de comportamento
Com a ajuda de algoritmos específicos, os investigadores dividiram o comportamento dos animais em cerca de 100 padrões que se repetiam. Entre os elementos considerados estavam, por exemplo:
- Postura do corpo na água
- Velocidade e direcção de nado
- Duração e frequência dos períodos de repouso
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